Textos e vídeos:

 

Mobilizações e resistência:

O rolo compressor ruralista, de Artionka Capiberibe e Oiara Bonilla (Brasil de Fato, 17/12/2013). Levantamento e texto sobre os projetos no Congresso Nacional que envolvem as questões indígenas.

“As tensões e conflitos fundiários atuais estão diretamente vinculados aos ataques que vêm sendo perpetrados no Congresso contra os direitos constitucionalmente garantidos às populações tradicionais do país. A tabela abaixo explicita isso, mostrando quais são os personagens políticos e partidos envolvidos nesse embate, assim como os estados da federação nos quais o assalto às terras indígenas é mais intensivo.”

Bibliografia comentada: 50 leituras sobre o ecocídio de Belo Monte, em duas partes, de Idelber Avelar (Revista Fórum, blog Outro Olhar, 24/11/2011 e 31/01/2012).

A bibliografia comentada que segue abaixo é um guia para se entender melhor a gravidade do que o Brasil está prestes a fazer com as populações indígenas, ribeirinhas e lavradoras do Xingu, e com seu próprio ecossistema como um todo. Dividida por tópicos, essa bibliografia inclui estudiosos que se debruçam sobre o tema Belo Monte há décadas, como Oswaldo Sevá, da Unicamp, e Célio Bermann, da USP, lideranças indígenas como Raoni Metuktire, um intelectual brasileiro que está entre os mais respeitados do mundo hoje, o antropólogo Eduardo Viveiros de Castro, materiais produzidos pelo Ministério Público Federal e testemunhos de movimentos populares da região do Xingu“.

Amazônia Pública. Livro publicado em 2013 pela Agência Pública.

“poucos brasileiros conhecem a realidade amazônica ou se sentem preparados para opinar sobre os intensos dilemas que envolvem o desenvolvimento econômico da região. Investimentos pesados em obras de infraestrutura, defendidos pelo governo brasileiro, trazem consequências para a população local e para o futuro da floresta. Empresários, especialmente do setor da mineração, construção e energia elétrica, buscam capitalizar seus recursos naturais. O projeto Amazônia Pública, realizado pela Pública – agência de jornalismo investigativo sem fins lucrativos –, partiu dessa constatação e da urgência do debate democrático para decidir como proteger esse território nesse momento intenso de urbanização, exploração de recursos minerais para exportação, desmatamento e conflitos fundiários.”

Sobrenome “Guarani Kaiowa”, de Eliane Brum (Época, 26/11/2012).

“No início de outubro, a carta de um grupo de guaranis caiovás de Mato Grosso do Sul provocou uma mobilização, em vários aspectos inédita, na sociedade brasileira. No texto (escrevi sobre isso aqui), os índios, ameaçados de despejo por ordem judicial, declaravam: ‘Pedimos ao Governo e à Justiça Federal para não decretar a ordem de despejo/expulsão, mas decretar nossa morte coletiva e enterrar nós todos aqui”. A carta foi divulgada pelo Twitter e pelo Facebook, gerando uma rede de solidariedade e de denúncia das violências enfrentadas por essa etnia indígena.’”

Transposição do São Francisco ameaça terras indígenas: Povos Truká e Pipipan sofrem impactos das obras e temem ver terras alagadas antes da demarcação oficial. Reportagem de Renata Bessi para  Repórter Brasil.

“a ameaça à demarcação de suas terras, principal bandeira de reivindicação dos indígenas, pelas obras da transposição do São Francisco, uma das maiores obras de infraestrutura do governo federal. As duas tomadas de águas do rio, que serão levadas por dois canais sertão adentro, estão sendo construídas em territórios reivindicados pelos Truká e Pipipan em Cabrobó e Floresta.”

Eduardo Viveiros de Castro, coleção Encontros. Azougue Editorial. Coletânea de entrevistas do antropólogo organizada por Renato Sztutman.

 

Belo Monte, anúncio de uma guerra. Documentário (2012). Direção de André d’Elia.

“Documentário independente filmado ao longo de 3 expedições à região do rio Xingu, Altamira e arredores, São Paulo e Brasília. Apresenta imagens e fatos reveladores sobre a maior e mais polêmica obra em andamento no Brasil”

Cacique Raoni convoca a população brasileira para a Mobilização Nacional Indígena (set. 2013). Vídeo.

“Cacique Raoni Metuktire, a maior liderança viva e atuante na luta pela preservação dos povos indígenas convoca a população brasileira para a Mobilização Nacional Indígena.”

Pelos direitos indígenas  (out. 2013). Vídeo.

“Ato Indígena convocado pela Comissão Guarani Yvyrupa (CGY), ocorrido no dia 2 de outubro, em São Paulo. No entanto, foi uma mobilização nacional indígena, convocada pela Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (APIB), entre os dias 30 de setembro e 5 de outubro de 2013.”

Últimas notícias sobre a destruição do mundo, conferência de Eduardo Viveiros de Castro (III Conferência Curt Nimuendajú, CEstA/USP). Vídeo.

“Os Guarani hoje, mais do que nunca, se tornaram, são, estão se tornando o símbolo concreto da ofensiva final contra os povos indígenas brasileiros, que nós estamos assistindo. E o seu mundo, esse mundo de que falava Nimuendajú, o mundo da criação e destruição, está de fato, aparentemente acabando, ainda que não esteja acabando em toda parte de toda maneira, ainda que haja uma boa resistência [...]“

A indústria barrageira na Amazônia. Vandaleando. Vídeo com as  jornalistas Helena Palmquist, Verena Glass, a professora da UFRGS Lorena Fleury e a ativista Camila Doa.

“Como case de brutalidade e ilegalidades governamentais, Belo Monte tem uma história de mais de 24 anos de resistência social. No entanto o mesmo modelo brutal foi adotado na construção da usina de Teles Pires, no MT, e nos projetos hidrelétricos do rio Tapajós, no PA. Repressão, assassinato, prostituição de crianças indígenas, inconstitucionalidades, ofensivas políticas e econômicas sobre as organizações indígenas, quebra de acordos, mentiras e mais batalhas jurídicas.”

 

Terras e culturas indígenas:

Censo indígena 2010: folder e mapa

Mapas. FUNAI. Mapas das Terras Indígenas, unidades da FUNAI, focos de calor, hidrografia, aeroportos e pistas de pouso

Mapa das etnias indígenas no Brasil. FUNAI. Mapa com a relação de etnias por Estado, com os dados preliminares do IBGE 2010.

Biblioteca Cultural Kurt Nimuendajú. Línguas e culturas indígenas sul americanas.

Almanaque Socioambiental: Parque Indígena do Xingu 50 anos. ISA, 2011.

“Localizado praticamente no centro geográfico brasileiro, o Parque Indígena do Xingu reúne 16 povos e é um símbolo da sociodiversidade brasileira. Com seu território e população ameaçados pela frente colonizadora do país, a criação do Parque, em 1961, foi resultado de uma mobilização de personalidades brasileiras, com os irmãos Villas Bôas à frente, para delimitar um espaço reservado para os povos indígenas.”

Nós, indígenas do Rio Negro. FOIRN. Dados sobre arquitetura, música, dança, narrativas, línguas, culinária, artesanato, identidades.

Paiter Surui Gapgir ey. Associação Indígena do Povo Paiter Surui, que vive na Terra Indígena Sete de Setembro, entre os estados do Mato Grosso e de Rondônia.

Terras indígenas – Confira dados e documentos. Ministério Público Federal.

No Brasil, todo mundo é índio, exceto quem não é, de Eduardo Viveiros de Castro (agosto de 2006). Texto muito mal compreendido por uma revista semanal de variedades.

“Não é possível fazer todos os brasileiros deixarem de ser índios completamente. Por mais bem sucedido que tenha sido ou esteja sendo o processo de desindianização levado a cabo pela catequização, pela missionarização, pela modernização, pela cidadanização, não dá para zerar a história e suprimir toda a memória, porque os coletivos humanos existem crucial eeminentemente no momento de sua reprodução, na passagem intergeracional daquele modo relacional que ‘é’ o coletivo, e a menos que essas comunidades sejam fisicamente exterminadas, expatriadas, deportadas, é muito difícil destruí-las totalmente.”

Os ameríndios na cultura brasileira atual, Nau: Cultura Pensamento (Azougue, n. 2, set. 2013). A revista inclui o poema “Totem” de André Vallias e uma entrevista com Guilherme Vaz.

“Nos últimos anos, os povos da floresta têm reconquistado a sua importância na cultura brasileira, em suas diversas manifestações. Não apenas como referência e tema em diversas obras, mas também em trabalhos realizados pelos próprios povos indígenas. A importância disso não pode ser medida: como registro e afirmação, e também como potência de transformação da nossa própria cultura [...]“

Poéticas indígenas, de Pedro Cesarino. Sítio dos Povos Indígenas no Brasil (ISA).

“Se estivéssemos no México, teríamos no meio da praça central da capital uma imensa pirâmide de pedra azteca. Sua imponência serve como advertência para o processo de dominação (física e espiritual) que se iniciou há cinco séculos. Com exceção, talvez, do que acontece na Amazônia contemporânea, onde os índios têm uma presença maior nas cidades, o Brasil permanece ignorando as produções culturais de seus povos indígenas.”

O índio na fotografia brasileira.  Pesquisa coordenada por Leonardo Wen.

“O projeto de pesquisa Iconografia fotográfica dos povos indígenas do Brasil, contemplado pelo XII Prêmio Funarte Marc Ferrez de Fotografia, tem como objetivo traçar um panorama visual sobre a construção da imagem do índio ao longo da história da fotografia brasileira. O ponto de partida deste estudo remonta a 1844, quando o francês E.Thiesson produziu as primeiras fotografias de índios brasileiros que se tem notícia, e engloba até os fotodocumentaristas mais contemporâneos.”

 

A ditadura e os povos indígenas, ontem e hoje:

Ditadura criou cadeia para índios com trabalhos forçados e torturas, de André Campos (Agência Pública, 24/06/2013). Reportagem sobre uma das formas da opressão da ditadura militar sobre os índios no Brasil.

“Durante os anos de chumbo, após o golpe de 1964, a Fundação Nacional do Índio (Funai) manteve silenciosamente em Minas Gerais dois centros para a detenção de índios considerados “infratores”. Para lá foram levados mais de cem indivíduos de dezenas de etnias, oriundos de ao menos 11 estados das cinco regiões do país.”

O genocídio do povo Waimiri-Atroari, do Comitê Estadual da Verdade do Amazonas (Manaus, 2012).

“[...] apesar da farta documentação existente, que comprova o exercício de uma política genocida, instalou-se junto ao povo Wamiri-Atroari um programa de controle da informação que mantém afastados os indigenistas, cientistas e jornalistas independentes, ou seja, sem vinculação com os interesses empresariais instalados no território indígena.”

“Não quero mais morrer outra vez”, de Maria Rita Kehl e Dave Kopenawa (Folha de S.Paulo, 29/09/213).

“Em agosto deste ano, visitei pela Comissão Nacional da Verdade uma aldeia ianomâmi, para investigar as violações de direitos sofridas pelos indígenas durante a abertura da estrada Perimetral Norte, a partir de 1974.”

Íntegra do Relatório Figueiredo. Relatório de 1968, de investigação chefiada pelo procurador federal Jáder Figueiredo, sobre os abusos do extinto Serviço de Proteção ao Índio (SPI)  contra as populações que deveria proteger. Em razão do AI-5, ficou perdido até ser reencontrado por Marcelo Zelic, do Grupo Tortura Nunca Mais-SP, no fim de 2012.

Povos indígenas e ditadura militar: subsídios para a Comissão Nacional da Verdade 1946-1988. Relatório parcial 01 de 30/11/2012.

“A proposta de construção de mecanismos de participação cidadã para realizar a pesquisa Povos Indígenas e Ditadura Militar: subsídios à Comissão Nacional da Verdade 1946-1988, é ferramenta pedagógica necessária para que haja na sociedade um processo educacional que viabilize a criação de mecanismos de reparação e efetivação de direitos aos índios.”

Comissão da Verdade: Vídeo mostra que militares recrutaram índios na ditadura (Rede TVT, nov. 2012). Marcelo Zelic fala de filme que descobriu, feito por Jesko Puttkamer há 42 anos, que mostra a guarda indígena formada pelo Exército, a que foram ensinadas técnicas de tortura, e pede colaboração para a pesquisa sobre os índios nesse período via o sítio Armazém Memória. Vídeo.

Marcelo Zelic: “Quando eu vi aquilo, foi uma pancada no estômago. Nunca a gente tinha visto, no Tortura Nunca Mais, ou mesmo na Comissão, na sociedade, imagens de pau-de-arara em plena execução numa parada militar.”

 

Direitos e legislação:

Legislação indigenista. Comissão Pró-Índio de São Paulo.

Consulta livre, prévia e informada na Convenção 169 da OIT. Programa de Políticas Publicas e Direito Socioambiental do ISA.

Informe OIT CEARC 2012. Brasil. Aplicación del Convenio 169. A Organização Internacional do Trabalho sobre a violação da Convenção 169 pelo Brasil no caso de Belo Monte.

Ministério Público Federal em defesa da demarcação das terras indígenas. Ministério Público Federal.

Belo Monte – os problemas do projeto e a atuação do MPF. Ministério Público Federal.

 

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