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Mário Juruna foi o único deputado federal indígena da história do país, eleito pelo Estado do Rio de Janeiro em 1982. Como ele não conseguiu ter o mesmo sucesso nas eleições de 1986, a atual Constituição foi discutida, elaborada e aprovada sem nenhum representante dos povos indígenas na condição de constituinte. A União das Nações Indígenas e vários povos, no entanto, estiveram presentes durante os trabalhos em 1987 e 1988 tentando assegurar o capítulo dos direitos indígenas.

Ele foi aprovado. Mas, desde algum tempo, este capítulo está em perigo. Nas eleições de 2018, o desafio é grande. Um dos candidatos à presidência da república promete publicamente violar a Constituição e deixar de cumprir o dever constitucional de demarcar terras indígenas, bem como de quilombolas (que foram alvos de declaração racista, em razão da qual o candidato foi condenado em ação civil pública). O vice de sua chapa chamou os índios de “indolentes” e os negros de “malandros”. Ademais, o projeto de país dessa chapa implica entregar a Amazônia aos Estados Unidos, de acordo com a matéria do portal De Olho nos Ruralistas.

#EleNão é também #RacismoNão.

Além de não eleger candidatos que fazem declarações racistas e discriminatórias, é importante votar em candidatos indígenas. A Rádio Yandê publicou a lista dos candidatos que se autodeclararam indígenas perante a Justiça Eleitoral, incluindo Sônia Guajajara, candidata a vice-presidente pelo Psol: http://radioyande.com/default.php?pagina=blog.php&site_id=975&pagina_id=21862&tipo=post&post_id=852 

Aconselhamos também, para informação e alerta, consultar os principais nomes anti-indígenas do Congresso Nacional na publicação do Cimi: https://cimi.org.br/congressoantiindigena/.