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Em 15 de agosto de 2017, começa, às 17 horas, uma vigília dos povos indígenas em frente ao Supremo Tribunal Federal em razão da sessão do dia 16, em que o Tribunal poderá julgar três casos relacionados ao marco temporal, o que interessa tanto aos povos indígenas quanto aos quilombolas.

O marco temporal é um projeto de extermínio desses povos, que só podem existir se tiverem seus territórios garantidos. Trata-se de uma “tese” para legitimação judicial do genocídio (leiam a nossa Declaração) que nasceu dos interesses do agrobanditismo (este complexo de grilagem, crimes ambientais, escravidão e assassinatos no campo e na floresta), foi adotada pelo latifúndio e pela bancada ruralista, para a qual Michel Temer tem depauperado e entregue o país, atacando as minorias e os direitos sociais: http://www.indio-eh-nos.eco.br/2017/07/20/michel-temer-a-agu-e-a-legitimacao/.

A tese sustenta que só teriam direito às suas terras os povos que nela estavam no dia 5 de outubro de 1988, quando a Constituição foi promulgada; porém a história deles “não começa em 1988″, e indígenas e quilombolas uniram-se na mobilização contra esta mentira histórica, este absurdo jurídico e esta institucionalização do racismo (ou seja, três dimensões do extermínio).

Para quem estiver em Brasília, a Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (APIB) organizou uma vigília diante do STF: https://www.facebook.com/events/230810824108593/

Para quem estiver lá, haverá um tuitaço #MarcoTemporalNão em solidariedade à vigília a partir das 19 horas do dia 15. Escrevam tuítes com esse tópico, divulgando os protestos e matérias das organizações indígenas e dos apoiadores.

Existem outros atos acontecendo pelo Brasil: por exmeplo, dia 16, a UNILA realizará uma vigília com as comunidades Guaranis.  No Mato Grosso do Sul, no dia 15, os Terenas fecharam a BR-262 em protesto contra o marco temporal. No Rio Grande do Sul, o povo Kaingang fechou a BR-163.

Será um dia de mobilização nacional contra o extermínio e pela dignidade.

 

Nota: A foto acima foi tirada no Ato do Dia Internacional dos Povos Indígenas, em 9 de agosto de 2017, no ato realizado pelos Guaranis na Avenida Paulista, São Paulo.