índio é nós tenharimNo facebook, foi criada uma página de apoio aos índios Tenharim presos em Rondônia, acusados de envolvimento na morte de três homens na Terra Indígena Tenharim Marmelos. Os presos negam ter praticado qualquer crime. A polícia federal acusa-os de terem realizado o homicídio para vingarem-se da morte do cacique Ivan Tenharim.

Os presos são Gilvan Tenharim, Gilson Tenharim, professores da aldeia Campinho-hũ (filhos do cacique morto),  Valdinar Tenharim, agente indígena de saneamento da aldeia Campinho-hũ, Domiceno Tenharim, professor e cacique da aldeia Taboca, e Simeão Tenharim, agente indígena de saúde da aldeia Marmelos.

A Defensoria Pública da União argumenta que eles foram presos com base em depoimentos anônimos, e para satisfazer a comunidade de Humaitá.

Ela pode ser vista nesta ligação: https://www.facebook.com/FreeTenharim

No twitter, criou-se este tópico para a campanha: https://twitter.com/search?f=realtime&q=%23FreeTenharim&src=typd

Eis um trecho do apelo dos índios, recolhido por Rebeca Campos Ferreira, perita em Antropologia do Ministério Público Federal:

Perdemos o pai, o cacique e a vida. Estamos presos. Estamos sendo injustiçados, a gente não fez isso. Perdemos tudo aqui. É justiça isso? Tudo que falaram da gente é mentira, a televisão, os brancos, mentiram e fizeram isso com a gente. Tudo que a gente sofreu, nós e nosso povo, desde que tudo isso começou, e quando a gente veio preso. Não deixaram a gente voltar para casa, a gente não sabia o que estava acontecendo. Mas sabemos que eles fizeram coisa errada com a gente, enganaram, levaram para fora da terra e prenderam, enganaram a gente e os irmãos. Não sabemos direito nada ainda, eles não passam informação, não falam nada. Nem FUNAI, nem osque defendem a gente. Quem defende a gente? Como que é que funciona isso? A gente não entende isso, porque não fizemos, e não entendemos o que vai acontecer com a gente daqui pra frente. O que vai acontecer com a gente? A gente sofreu muito naquele época e está sofrendo muito agora. O povo nosso também. Hoje a aldeia está abandonada.